Oração proferida à beira do túmulo de Zilmar Mendes Martins pelo Dr. Paulo Mendes de Souza Martins, em 18/11/05 às 18:00 (contribuição de Paulinha):
"Meu povo, atenção:
Estes versos vocês já ouviram hoje umas quatro vezes e vão ouvir novamente agora:
Ergo a vista e te vejo, Nova Russas,
no comburir do sol que te incendeia;
com fulgores e luzes tu me aguças,
a ser louca por ti, doce sereia.
Somente uma poetisa, mas uma poetisa apaixonada e muito apaixonada pela sua terra, poderia chamar a nossa tão querida cidade, uma cidade tão árida em seu clima ,tão castigada pela seca, uma cidade que fica de seis a oito meses por ano sem chover,poderia, repito, chama-la de “doce sereia”.Só muita paixão pela terra! (Aplausos)
Quem lê a bíblia, quem é familiarizado com ela e até mesmo os que se relacionam pouco com os textos sagrados, conhece a passagem que vou relatar.
Quando Jesus Cristo foi julgado pelo Sinédrio, entregue aos romanos, flagelado, crucificado, morto e sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, andou pela terra antes de sua ascensão aos céus. Logo depois da ressurreição, dois dos seus discípulos se dirigiam por um caminho para um local chamado Emaús. No caminho estes dois discípulos conversavam tristes sobre os acontecimentos do fim de semana, quando se acercou deles um estranho e começou a falar com eles perguntando que conversa era aquela que eles desenvolviam e porque estavam tão tristes. Eles então lhe responderam: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não tomou conhecimento dos fatos que aconteceram nos últimos dias: De como Jesus Nazareno, homem profeta, poderoso em palavras e obras perante Deus e todo o povo, foi entregue pelos sumos sacerdotes e pelos príncipes para a morte na cruz.”
E a conversa entre os três se prolongou com a interlocução do estranho, sobre as profecias. Em certo momento aproximavam-se do lugar para onde iam e o estranho fingiu que continuava a viagem. Então os discípulos disseram: fica conosco pois já começou a escurecer, o dia declina e a estrada é deserta. Ele então entrou com eles. E aconteceu que, ao fazerem a ceia o estranho aceitou o pão benzeu-o e ao dividi-lo e repartir com eles, seus olhos se abriram e eles exclamaram: “É o Senhor. É Jesus.” ( Aplausos.)
Vou fazer uma analogia, uma simples analogia. Talvez seja uma analogia forçada, mas não há nada como um texto bíblico para ilustrar a cerimônia de uma passagem, para nós cristãos.
Se algum de vocês ou algum conterrâneo deparar com algum estranho em qualquer das nossas imediações, seja nos distritos, em Miguel Antonio, no Major Simplício, no Atrepado, ou mesmo fora dos nossos limites, na Holanda, no Tamboril, no Sucesso, nos contrafortes da Serra Grande, nas quebradas de Ararendá, e este estranho perguntar o que aconteceu na cidade, qual a causa de tal reboliço, quem morreu, o conterrâneo poderá responder com total segurança:
“Morreu a SENHORA NOVA RUSSAS”
Requieseat in pace"

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