sábado, maio 20, 2006

Soneto (raridade)

No Jornal O POVO de 24 de abril de 1936, arquivado na Biblioteca Pública do Estado do Ceará, foi publicado o Soneto Confronto de autoria da poetisa Zilmar Timbó Mendes, seu nome de solteira. Naquela época nossa querida Dona Zilmar tinha apenas 21 anos de vida.

CONFRONTO

A vida e a embarcação; eis dois extremos
Que navegam num mar de mil escolhos,
A nau aos vagalhões doidos, supremos,
A vida aos turbilhões de ais e de abrolhos.

Como no mar alguém leve o batel
Ao sul, a leste, aos quatro ventos, ao norte,
Nas vascas bravias do destino cruel,
O homem, a vida, aos páramos da morte

Ah! quantas vezes lutam pela vida,
Marujo e barco no revolto oceano,
Como o filho sem pai, com a mãe querida!

E se além numa praia entregue ao boto
Alguém viu despezados, mastro e vela,
São despojos de um barco sem piloto.

contribuição: Demétrio Aragão

quarta-feira, maio 17, 2006

6 Meses de Saudades...

Olá todos!

Hoje está fazendo seis meses do falecimento de D.Zilmar, Fundadora da primeira escola particular de Nova Russas, primeira Vereadora, Mestra de Português, Filóloga, Poetisa, Escritora, Dramaturga, Historiadora, Mãe de todos nós, órfãos de sua Ternura e Carinho!

Minha querida: um beijo onde quer que esteja!

sábado, maio 13, 2006

Voltando ao Blog...

Após um mês sem postar nada, volto a publicar uma foto super legal da minha vó Zilmar. Segundo minha mãe Inês ela devia ter uns 40 anos e deve ter sido tirada em alguma festa no clube de Nova Russas.
clique para ampliar
Da esquerda para direita: tia Mariinha, meu avô Osvaldo, nossa Mamá, tia Eli e seu Timóteo

Pena que minha vó saiu de olhos fechados, mas repare na elegância dela e no Black Dressing chiquérrimo que ela estava vestindo!... legal essa foto..

Interessante tambem é meu avô... como ele estava novinho e bem alegre nessa foto... engraçado é que a lembrança que tenho dele é de um homem rigoroso, carrancudo... quando ele morreu em 74 eu tinha dez anos e tenho uns flashs de lembranças bem interessantes das minhas idas à Nova Russas, nessa época....

uma das mais marcantes era na hora das refeições em que todos na mesa, quietos, e a Raimunda (um empregada das antigas) ficava abanando as moscas com um pano de prato, ao lado do meu avô, achava meio esquisito tudo aquilo...

eu ficava meio puto que meu avô na época só ficava "puxando o saco" do Marco (meu irmão), que fazia uns desenhos legais e que ele ficava admirando e elogiando... como eu não reclique para ampliarcebia o mesmo tratamento, ficou aquela imagem de carrancudo.. hahahah

a lembrança que tenho do meu avô é desta foto ao lado:

mas isso tudo são outras estórias... tem muita ainda p/ contar e registrar!

abraços!