No Jornal O POVO de 24 de abril de 1936, arquivado na Biblioteca Pública do Estado do Ceará, foi publicado o Soneto Confronto de autoria da poetisa Zilmar Timbó Mendes, seu nome de solteira. Naquela época nossa querida Dona Zilmar tinha apenas 21 anos de vida.
CONFRONTO
A vida e a embarcação; eis dois extremos
Que navegam num mar de mil escolhos,
A nau aos vagalhões doidos, supremos,
A vida aos turbilhões de ais e de abrolhos.
Como no mar alguém leve o batel
Ao sul, a leste, aos quatro ventos, ao norte,
Nas vascas bravias do destino cruel,
O homem, a vida, aos páramos da morte
Ah! quantas vezes lutam pela vida,
Marujo e barco no revolto oceano,
Como o filho sem pai, com a mãe querida!
E se além numa praia entregue ao boto
Alguém viu despezados, mastro e vela,
São despojos de um barco sem piloto.
contribuição: Demétrio Aragão

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