domingo, outubro 15, 2006

mais fotos da Vovó Zilmar!

Olá amigos

Estou postando mais duas fotos interessantes que encontrei nos meus arquivos:

1) meu irmão Marco com a vovó: foi a ultima vez que ele esteve com ela (dez/2000)... como ele mora nos USA toda oportunidade que ele tinha ia a Nova Russa para visitá-la...

















2) essa foto demonstra a beleza dela, como era vaidosa!... saudades!

sábado, maio 20, 2006

Soneto (raridade)

No Jornal O POVO de 24 de abril de 1936, arquivado na Biblioteca Pública do Estado do Ceará, foi publicado o Soneto Confronto de autoria da poetisa Zilmar Timbó Mendes, seu nome de solteira. Naquela época nossa querida Dona Zilmar tinha apenas 21 anos de vida.

CONFRONTO

A vida e a embarcação; eis dois extremos
Que navegam num mar de mil escolhos,
A nau aos vagalhões doidos, supremos,
A vida aos turbilhões de ais e de abrolhos.

Como no mar alguém leve o batel
Ao sul, a leste, aos quatro ventos, ao norte,
Nas vascas bravias do destino cruel,
O homem, a vida, aos páramos da morte

Ah! quantas vezes lutam pela vida,
Marujo e barco no revolto oceano,
Como o filho sem pai, com a mãe querida!

E se além numa praia entregue ao boto
Alguém viu despezados, mastro e vela,
São despojos de um barco sem piloto.

contribuição: Demétrio Aragão

quarta-feira, maio 17, 2006

6 Meses de Saudades...

Olá todos!

Hoje está fazendo seis meses do falecimento de D.Zilmar, Fundadora da primeira escola particular de Nova Russas, primeira Vereadora, Mestra de Português, Filóloga, Poetisa, Escritora, Dramaturga, Historiadora, Mãe de todos nós, órfãos de sua Ternura e Carinho!

Minha querida: um beijo onde quer que esteja!

sábado, maio 13, 2006

Voltando ao Blog...

Após um mês sem postar nada, volto a publicar uma foto super legal da minha vó Zilmar. Segundo minha mãe Inês ela devia ter uns 40 anos e deve ter sido tirada em alguma festa no clube de Nova Russas.
clique para ampliar
Da esquerda para direita: tia Mariinha, meu avô Osvaldo, nossa Mamá, tia Eli e seu Timóteo

Pena que minha vó saiu de olhos fechados, mas repare na elegância dela e no Black Dressing chiquérrimo que ela estava vestindo!... legal essa foto..

Interessante tambem é meu avô... como ele estava novinho e bem alegre nessa foto... engraçado é que a lembrança que tenho dele é de um homem rigoroso, carrancudo... quando ele morreu em 74 eu tinha dez anos e tenho uns flashs de lembranças bem interessantes das minhas idas à Nova Russas, nessa época....

uma das mais marcantes era na hora das refeições em que todos na mesa, quietos, e a Raimunda (um empregada das antigas) ficava abanando as moscas com um pano de prato, ao lado do meu avô, achava meio esquisito tudo aquilo...

eu ficava meio puto que meu avô na época só ficava "puxando o saco" do Marco (meu irmão), que fazia uns desenhos legais e que ele ficava admirando e elogiando... como eu não reclique para ampliarcebia o mesmo tratamento, ficou aquela imagem de carrancudo.. hahahah

a lembrança que tenho do meu avô é desta foto ao lado:

mas isso tudo são outras estórias... tem muita ainda p/ contar e registrar!

abraços!

quarta-feira, março 08, 2006

Dia Internacional da Mulher #2

Vasculhando fotos e documentos encontrei esta preciosidade, que é justamente um texto que D.Zilmar escreveu sobre o dia Universal da Mulher. Infelizmente o documento não traz datas e tambem ficou difícil digitalizá-lo totalmente, pois o papel em que foi escrito é maior que meu scanner... portanto decidí transcrever por completo o texto, deixando apenas uma parte da imagem, mas o suficiente para demonstrar quanta cultura detinha essa Dama e a lucidez com que aborda o tema!

Trabalho para o dia Universal da Mulher

Na criação do mundo, isto é, no alvorecer da vida, surgiu a mulher num paraíso - Eva - Obra delicada, pura e sensível de Deus, para a conservação do gênero humano. É a mulher, como cita a bíblia, a dominadora da serpente e do dragão, esmagadora da hidra, cuja predestinação e carisma a colocaram como esposa e mãe, sendo a rainha do lar.

A ela é atribuído todo o encantamento, e, na Grécia antiga foi representada por várias deusas: Vênus, Euterpe, Diana, Nereida, enfim, Vestal, que guardava as piras sagradas. Ainda, vemos Helena de Tróia dividindo dois povos e na extraordinária Roma a egípcia Cleópatra conquistando Júlio César, como tambem, na Assíria, Semíramis, esposa de Nabucodosor, surpreendendo Alexandre , o Grande.

A humanidade rende culto à mulher, e os poetas a classificam como a bela Estrela-do-Mar - Maria - que rivaliza com a Lua e com as ninfas dos rios encantados, onde tudo era magia; e a mitologia grega a consagrava e glorificava num ritual extremamente rigoroso.

Já o Romantismo dá, tambem, à mulher, formas delicadas, meigas e até ingênuClique para ampliaras, comparando-a às musas do Olimpo. A Literatura consagrou gênios, de cujo lirismo a transformou em anjo. O homem a valorizava, a ponto de dar a vida pelo seu amor, como Romeu. Todos tinham sua musa inspiradora: Petrarca, Abelardo, Camões. Foi a parte mais empolgante e bela da Literatura.

No Brasil nossos escritores tiveram sua fase áurea, sua hora estrelar. A mulher brasileira foi para os românticos, símbolo de amor e ternura. Ser mulher, era ser glorificada ao mais alto desejo de posse. Para o homem, fosse culta ou não; pobre ou rica, tinha a mesma exaltação, o mesmo valor, tanto material, quanto espiritual. E, em nosso solo Pátrio, o Romantismo criou Marília de Dirceu - Maria Joaquina Dorotéia de Seixas Brandão, a deusa de Tomás Antônio Gonzaga - Paraguassu, a índia da Bahia, que se batizou na França com o nome de Catarina, nome da que foi sua madrinha - Catarina de Médices, rainha da França, ocasião em que tambem se casou com o português Diogo Alvares Correia - O Caramuru. No Ceará, Iracema, a índia que imortalizou José de Alencar. Entre nossas heroínas, citamos Ana Nery, Maria Quitéria, Anita Garibaldi, a heroína de outras pátrias - Itália e Brasil - Madre Joana Angélica, Bárbara de Alencar e outras. Não se pode esquecer a cearense Raquel de Queirós, a primeira mulher a fazer parte da Academia Brasileira de Letras.

Mas o advento do Modernismo, sacudiu as bases estruturais da sociedade. Trouxe o predomínio da razão sobre o coração e atingiu a essência do que a mulher tinha de mais elevado - O decoro - Contudo não foi somente uma mudança de comportamento, foi, totalmente de costumes, separando os casais, dividindo lares, enfraquecendo a religião.

Em 1922, na Semana da Arte Moderna, Anita Malfatti, em São Paulo, expõe seus quadros de nudismo.

E a mulher, gradativamente, luta pela sua emancipação. Na Inglaterra, conquista o direito do voto; depois de muito sofrimento, torna-se pioneira na sufragação universal. Ao lado dessas conquistas, ela domina nas artes, letras, no cinema e vai às barras dos tribunais, em cargos eletivos, a vemos competir com o homem. Quantas mulheres se destacaram e se destacam na história política dos povos, na literatura, nas artes... Nos parlamentos, nas assembléias, como senadoras, deputadas, ministras: Golda Meyr, Margarette Tacther, Gomayr Buto, Isabelita, Indira Gand, são exemplos para a posteridade.

Em pleno século das luzes, a mulher transpõe os umbrais da liberdade extirpando a fúria do machismo, do preconceito, vil tabu, vencendo o ainda existente. mas ela chegará ao ano dois mil, livre do jugo imposto pelos austéros códigos do passado.

Nela ainda há o gesto amigo e esposa e mãe, apesar de tudo. Ser mãe é o mais belo desejo da maioria, uma vez que ela é a fonte da vida...

Viva a Mulher!

Zilmar Mendes Martins

Dia Internacional da Mulher #1


Em homenagem à esta grande mulher que foi D.Zilmar, minha querida avó, disponibilizo mais uma foto, tirada por ocasião do casamento de meus pais, Farias e Inês em 18 de Maio de 1963, em Nova Russas.

Minha avó Zilmar e Vovô Osvaldo (falecido em 74)
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quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Carta à neta Paulinha Timbó

A carta a seguir foi escrita por minha vó Zilmar por ocasião dos 15 anos de Paulinha, filha do Dr.Paulo Martins.

Nessa carta, alem de mostrar todo o carinho que ela demonstrava para todos os seus netos, revela como ela consegue transmitir mensagens e ensinamentos de uma maneira belíssima, em um tom quase poético e saudosista, mas de uma sabedoria embutida incrível...


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quarta-feira, janeiro 25, 2006

D.Zilmar em Salvador/BA

Olá todos,

Disponibilizo algumas fotos interessantes de minha avó Zilmar em sua última visita a Salvador em Setembro de 1999 (clique na fotos para ampliar):

no Cond.Mirante do Mar (casa de meu pai) de partida para o Ceará
no Jr.dos Namorados com minha mãe e Francine

Em minha casa em Itapoã:

nos jardins de minha casa, Milena no meio

terça-feira, janeiro 17, 2006

Dois meses da morte de D.Zilmar

Olá todos,

Hoje faz dois meses que minha querida avó partiu... pretendo continuar esse trabalho de compilar fatos, fotos, documentos e tudo aquilo que lembre seus feitos em sua passagem por este mundo.

Minha mãe (Inês) passou o reveillon em Nova Russas com tia Raquel, tia Teófila e demais parentes e trouxe um bom material para eu postar neste Blog.

No momento disponibilizo duas fotos interessantes: meu avô Osvaldo (grande amor de D.Zilmar) e minha bisavó Maria Timbó Mendes, mãe da vovó.

(clique nas fotos para ampliar)


segunda-feira, janeiro 16, 2006

DONA ZILMAR SÍMBOLO DA EDUCAÇÃO NOVARUSSENSE

(texto do Sr.Demétrio Aragão - Orkut - 21/12/2005)

Não podemos escrever a história de Nova Russas sem falar em Dona Zilmar, mulher inteligente, corajosa e altiva, educadora talentosa e poetisa iluminada, que dedicou a sua vida em prol da educação desta terra que ela enalteceu como ninguém.

Nascida em Tamboril, em 26/10/1914, filha de José Ribamar Mendes e Maria de Timbó Mendes, antes de completar um ano de vida veio residir em Nova Russas, terra que ela considerava o seu torrão natal. Não freqüentou universidades, era autodidata. Todavia, foi a mais laureada educadora de todos os tempos em Nova Russas.

Em 1931, freqüentou a escola do Juiz Aderbal Nunes Freire, onde se sobressaía como aluna brilhante e aplicada. Em 1934, iniciou uma escolinha com o nome de Escola Santa Teresinha, mais tarde, Educandário Nossa Senhora das Graças. Com competência e dedicação, ministrava o curso primário e preparava alunos para o exame de admissão. Ainda lecionou, por muitos anos, no Colégio Estadual Olegário Abreu Memória.

Em 1936, elegeu-se vereadora, sendo a primeira mulher a tomar assento na Câmara Municipal Novarussense. Casou-se, em 1940, com o médico, Dr. Osvaldo de Sousa Martins e tiveram os seguintes filhos: Paulo; Inês; Eugênio; Teófila; Mariazinha; Antônio Roberto; Sarah; Raquel e Ana.

Editou um livro de poesias, Nas plagas do Curtume, nele descreveu em prosa e versos a história de Nova Russas e de sua gente. Foi agraciada pela União Brasileira de Escritores, em 1994, com o título de honraria, pelo seu incansável labor intelectual.

Em 1995, recebeu a Medalha Monsenhor Leitão, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à educação desta terra. A maioria dos novarussenses que se destacou nas Letras, nas Armas, na Ciência, no Comércio, na Indústria e no Serviço Público tiveram como mestra, a nossa querida Dona Zilmar, pois 70 anos de sua existência foram dedicados ao magistério ativo.

Na noite de 17/11/2005 Dona Zilmar partiu para a vida eterna, deixando uma lacuna na cultura de Nova Russas e um vazio enorme nos corações de seus amigos, alunos e familiares...